Noticias

Sábado de luto: morre querido cantor sertanejo em grave acidente

O interior de São Paulo amanheceu em luto nesta sexta-feira (26), após a confirmação da morte do cantor Bill, da dupla Bill e Billy, vítima de um grave acidente de trânsito ocorrido na noite da última quinta-feira (25). Aos 42 anos, Américo D’tulio Oliveira de Carvalho, conhecido artisticamente como Bill, teve sua trajetória interrompida de forma abrupta na Rodovia Washington Luís, em São José do Rio Preto. A notícia abalou não apenas familiares e amigos, mas também fãs da música sertaneja que acompanharam sua carreira ao longo de mais de duas décadas.

Segundo o boletim de ocorrência, o veículo dirigido por Bill cruzou o canteiro central da rodovia e invadiu a pista contrária, colidindo de frente com outro automóvel. O impacto foi tão violento que o cantor acabou arremessado para fora do carro e morreu ainda no local. No outro veículo estava uma mulher de 41 anos, que sofreu ferimentos graves e foi socorrida em estado crítico ao Hospital de Base de Rio Preto. Até a manhã desta sexta, ela permanecia internada sob cuidados intensivos, e seu quadro inspira atenção da equipe médica.

A tragédia reacendeu o alerta sobre a violência nas estradas do país, em especial na região noroeste paulista, onde a Rodovia Washington Luís figura entre os trechos mais movimentados. Autoridades ainda investigam as causas do acidente, e não há informações confirmadas sobre o que teria levado o cantor a perder o controle do veículo. Peritos trabalham na análise das condições do carro e do asfalto, enquanto a Polícia Civil aguarda laudos técnicos que possam esclarecer os fatores determinantes para a colisão.

A morte de Bill interrompe a trajetória de um artista que buscava, junto ao parceiro Billy, um espaço singular dentro da música sertaneja. A dupla, que ganhou notoriedade no final dos anos 1990, ficou marcada pela ousadia de misturar ritmos distintos. Em suas apresentações, não era raro ver viola caipira acompanhada por batidas eletrônicas ou riffs de guitarra típicos do rock. Essa identidade musical inovadora conquistou uma base fiel de fãs, especialmente em São José do Rio Preto e cidades vizinhas, onde a dupla era presença constante em festas, rodeios e eventos regionais.

Além do público local, Bill e Billy chegaram a ganhar projeção nacional ao participarem de programas de televisão, nos quais apresentaram suas canções autorais e versões adaptadas de clássicos sertanejos. Embora não tenham alcançado o mesmo patamar de duplas consagradas no cenário brasileiro, construíram uma carreira sólida, baseada na proximidade com os fãs e na originalidade de suas composições. Para muitos admiradores, a partida de Bill representa não apenas uma perda pessoal, mas também um silêncio abrupto em uma cena musical que ele ajudou a renovar.

Nas redes sociais, a comoção tomou conta de perfis de amigos, colegas de profissão e seguidores da dupla. Mensagens de despedida, lembranças de shows e homenagens emocionadas se multiplicaram, reforçando a dimensão humana e artística do cantor. Billy, parceiro de décadas, ainda não se manifestou publicamente, mas a expectativa é de que ele se pronuncie nos próximos dias, diante da perda irreparável. “Era um artista completo, daqueles que sabiam encantar do palco ao bastidor”, resumiu um fã em uma publicação compartilhada centenas de vezes.

O corpo de Bill foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Rio Preto, e a previsão é de que o velório ocorra em sua cidade natal, em cerimônia restrita a familiares e amigos próximos. A morte do cantor abre espaço para reflexões sobre os riscos no trânsito, a valorização da cultura regional e a importância de manter viva a memória de artistas que, mesmo longe dos grandes holofotes, contribuem significativamente para a diversidade da música brasileira. No silêncio que fica após sua partida, resta a lembrança de uma voz que soube unir tradição e modernidade, deixando um legado que continuará a ecoar nas canções da dupla Bill e Billy.