Vídeo mostra o momento que Estados Unidos bombardeia Venezuela

Um vídeo que começou a circular nas redes sociais ainda de madrugada mostrou cenas que poucos venezuelanos imaginavam ver tão cedo: explosões iluminando o céu de Caracas, sirenes ao fundo e pessoas tentando entender o que estava acontecendo. Era sábado, dia 3, quando os primeiros relatos surgiram, trazendo junto um clima de incerteza e tensão na capital da Venezuela.
Horas depois, o próprio governo venezuelano confirmou que o país teria sido alvo de uma “agressão militar” dos Estados Unidos. A declaração caiu como uma bomba — no sentido figurado e político. Pouco depois, o presidente norte-americano Donald Trump confirmou o ataque e afirmou que Nicolás Maduro havia sido capturado, informação que rapidamente passou a dominar o noticiário internacional.
Segundo o comunicado oficial de Caracas, as ações não se limitaram à capital. Explosões também teriam sido registradas nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira, regiões estratégicas tanto do ponto de vista militar quanto logístico. O governo venezuelano afirmou ainda que o objetivo dos Estados Unidos seria assumir o controle das vastas reservas de petróleo e minerais do país, um tema sensível que há anos está no centro das disputas diplomáticas envolvendo a Venezuela.
A agência Reuters ouviu testemunhas que relataram problemas no fornecimento de energia elétrica em áreas próximas à base aérea de La Carlota, no sul de Caracas. Colunas de fumaça puderam ser vistas em diferentes pontos da cidade, aumentando a sensação de medo entre os moradores. Já a Associated Press informou que ao menos sete explosões foram ouvidas na capital, além da presença de aeronaves voando em baixa altitude.
Quem estava nas ruas viveu momentos de puro susto. “O chão inteiro tremeu. Isso é horrível. Ouvimos explosões e aviões à distância”, contou Carmen Hidalgo à AP. Ela voltava de uma festa de aniversário com dois parentes quando tudo começou. “Parecia que o ar batia contra a gente”, completou. Relatos como o dela se multiplicaram nas redes sociais, mostrando pessoas correndo e buscando abrigo.
Esses episódios não surgem do nada. Eles acontecem em meio a uma escalada de tensões que vem se intensificando nas últimas semanas. Na semana anterior, Trump já havia anunciado um primeiro ataque em solo venezuelano, com o objetivo de destruir um pequeno porto que, segundo ele, seria usado pelo narcotráfico. De acordo com a imprensa americana, essa operação teria sido realizada com o uso de drones e conduzida pela CIA.
A pressão contra o governo de Nicolás Maduro vem de longe. Em novembro, veículos internacionais já informavam que os Estados Unidos se preparavam para iniciar uma nova fase de ações relacionadas à Venezuela. Autoridades americanas ouvidas pela Reuters disseram, na época, que operações encobertas seriam o primeiro passo para aumentar a pressão sobre o regime.
Desde agosto, quando Washington elevou para US$ 50 milhões a recompensa por informações que levassem à prisão de Maduro, o tom ficou mais duro. No mesmo período, um grande aparato militar foi enviado ao Mar do Caribe. Oficialmente, o discurso era de combate ao narcotráfico internacional, mas, com o passar do tempo, fontes do governo americano passaram a admitir que o objetivo final seria uma mudança de governo em Caracas.
Trump e Maduro chegaram a conversar por telefone em novembro, mas, segundo a imprensa dos EUA, o diálogo terminou sem qualquer avanço. Maduro teria deixado claro que não pretendia deixar o poder. Paralelamente, reportagens do The New York Times apontam o interesse direto dos Estados Unidos nas reservas de petróleo venezuelanas, consideradas as maiores do mundo.
Nas últimas semanas, navios petroleiros da Venezuela foram apreendidos por forças americanas, e Trump determinou um bloqueio a embarcações alvo de sanções. O presidente dos EUA também acusou Maduro de prejudicar economicamente seu país. Agora, com explosões registradas em Caracas e declarações oficiais de ambos os lados, o cenário segue aberto, tenso e acompanhado com atenção pelo mundo inteiro.





