SC: Identificados o adolescente e seu tio que morrem ao serem engolidos por dreno em rio

O caso está sob investigação.
O primeiro dia do ano terminou de forma dolorosa para uma família de Forquilinha, que está localizada na região Sul do estado de Santa Catarina, após um incidente ocorrido em uma área rural do município.
Registros de afogamento em rios e açudes ainda são frequentes em regiões onde o acesso a áreas de lazer naturais não é acompanhado por sinalizações ou medidas de segurança adequadas, especialmente em locais que apresentam estruturas técnicas, como sistemas de captação de água.
Na tarde de quinta-feira, um homem e seu sobrinho, de aproximadamente 14 anos, perderam a vida ao nadarem em um rio localizado na comunidade de Linha Eyng.
O local, utilizado para captação de água voltada ao cultivo de arroz, possuía uma estrutura semelhante a uma barragem com sistema de drenagem. Foi justamente esse ponto que acabou se tornando o foco do acidente.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, o adolescente teria sido sugado pelo dreno da estrutura durante o banho. Na tentativa de resgatá-lo, o tio também foi puxado pela correnteza formada no local. Ambos desapareceram nas águas e foram encontrados já sem vida pelas equipes de resgate.
A operação de retirada mobilizou nove agentes, além do apoio da Polícia Militar e da Polícia Científica, que compareceram para realização dos procedimentos de praxe. As vítimas foram identificadas como Daniel Pontes, e o tio, Jack Miranda.
Situações como essa reforçam a necessidade de cuidado redobrado em ambientes naturais que apresentam interferência de obras hidráulicas ou mecânicas, como represas, comportas ou drenos de captação.
Mesmo em dias de calor intenso, que incentivam banhos em rios e lagos, é fundamental observar placas de aviso, presença de estruturas submersas e consultar moradores ou autoridades locais sobre os riscos do local.
A ocorrência em Forquilinha deixa uma marca de dor para a comunidade e relembra a importância da conscientização sobre segurança em áreas aquáticas, especialmente quando crianças e adolescentes estão presentes.
O respeito aos limites do ambiente e o uso de equipamentos de proteção podem fazer a diferença em momentos como esse. Não informações sobre o velório e sepultamento das vítimas.





