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Linfoma de Hodgkin: Sintomas e causas do câncer agressivo que tirou a vida de Isabel Veloso

Cuide bem da sua saúde!

A perda da influenciadora Isabel Veloso aos 19 anos trouxe à tona a importância de se compreender melhor o linfoma de Hodgkin, doença que a acompanhou desde a adolescência e que, apesar de tratável, pode evoluir silenciosamente e gerar complicações graves quando não identificada precocemente.

Esse tipo de câncer afeta o sistema linfático, estrutura essencial para a defesa do organismo, responsável por filtrar substâncias nocivas e produzir células imunológicas.

O linfoma de Hodgkin se caracteriza pelo crescimento descontrolado de células do sistema imunológico nos linfonodos — popularmente conhecidos como gânglios ou ínguas — além de poder atingir outros órgãos, como baço e timo.

Um dos sinais mais marcantes da doença ao microscópio é a presença das chamadas células de Reed-Sternberg, que são linfócitos alterados e funcionam como uma espécie de “assinatura” para o diagnóstico correto.

Entre os primeiros sintomas estão caroços indolores no pescoço, axilas ou virilha. Justamente por não causarem dor, essas ínguas podem ser negligenciadas ou confundidas com infecções comuns.

Além disso, é possível que o paciente apresente coceira persistente sem lesões aparentes, febre contínua, perda de peso sem explicação, suor excessivo durante a noite, fadiga intensa e aumento do volume abdominal.

A persistência desses sinais por várias semanas deve ser investigada por um profissional de saúde. O diagnóstico é feito por meio de biópsia de um linfonodo alterado, permitindo a análise celular detalhada em laboratório.

A Organização Mundial da Saúde classifica a doença em dois principais tipos: o linfoma de Hodgkin clássico, mais frequente e tratado com protocolos bem estabelecidos como quimioterapia e radioterapia; e o linfoma de predomínio linfocitário nodular, mais raro e de evolução mais lenta, que pode demandar abordagens mais individualizadas.

Apesar de poder atingir pessoas de qualquer idade, o linfoma de Hodgkin é mais comum em adultos jovens, entre 20 e 35 anos, e em pessoas com mais de 60 anos. Para assistir ao vídeo CLIQUE AQUI!

Fatores genéticos, histórico de infecções virais e alterações no sistema imunológico podem estar associados, embora muitas vezes a causa permaneça indefinida.

A conscientização sobre os sintomas e a busca por atendimento médico diante de alterações persistentes são fundamentais para aumentar as chances de um diagnóstico precoce e de um tratamento bem-sucedido.

Casos como o de Isabel, que compartilhou sua jornada com coragem e sensibilidade, contribuem para ampliar o conhecimento sobre a doença e promover o cuidado com a saúde de forma preventiva e informada.