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Grande força tarefa com mais de 600 pessoas fazem descoberta em busca por crianças desaparecidas no MA

Crianças estão desaparecidas há nove dias

Há nove dias, o Maranhão vive uma angústia coletiva. As crianças Ágata Isabelle, de 4 anos, e Allan Michael, de 5, continuam desaparecidas na zona rural de Bacabal, e a esperança de encontrá-las mantém viva uma força-tarefa que não esmorece.

O caso mobiliza centenas de voluntários e agentes públicos, que enfrentam matas fechadas, áreas alagadas e o desgaste físico das longas buscas. Cada minuto é precioso, e cada novo indício é tratado com extrema atenção.

No fim de semana, voluntários encontraram peças de roupas infantis e uma xícara de porcelana perto de uma grota na região do povoado quilombola São Sebastião dos Pretos, o mesmo local onde as crianças desapareceram.

Voluntrios encontram novas peas de roupas infantis em rea de matagal durante buscas pelos irmos desaparecidos em Bacabal Foto ReproduoRomarinho Bacabal

O achado reacendeu a esperança de familiares e reforçou o empenho das equipes que se revezam dia e noite na procura. As peças foram recolhidas pela Polícia Civil e passarão por análise pericial.

Essa foi a segunda descoberta de roupas desde o início das buscas, após as que pertenciam a Anderson Kauã, primo das crianças, encontrado debilitado na semana anterior. Mais de 600 pessoas, entre policiais, bombeiros, militares, peritos e voluntários, participam da operação.

A área de busca é desafiadora, com mato denso, espinhos, rios e armadilhas deixadas por caçadores. Cães farejadores, drones com câmeras térmicas e helicópteros do Centro Tático Aéreo ajudam a mapear a região. Mesmo assim, o terreno irregular dificulta o avanço e exige extremo cuidado das equipes.

O comandante da Polícia Militar do Maranhão, coronel Wallace Amorim, reforçou que a operação não tem prazo para terminar. “Não vamos parar até encontrá-las”, afirmou.

A dedicação dos voluntários também comove. Agricultores, pedreiros e pescadores deixaram suas rotinas para ajudar, muitos caminham por horas sob o sol apenas guiados pela esperança.

Enquanto o tempo avança, Bacabal vive em vigília. Cada som vindo da mata, cada pista nova, reacende o sentimento de que Ágata e Allan ainda podem ser encontrados.