Caso Bacabal: Investigações apontam novo caminho para buscas dos irmãos

Dezenas de pessoas estão empenhadas nas buscas pelas crianças.

O desaparecimento de duas crianças em uma área rural de Bacabal, no interior do Maranhão, segue mobilizando autoridades, moradores e equipes especializadas, à medida que novas informações surgem e ampliam a complexidade das buscas.
Passados 14 dias desde o sumiço, uma descoberta recente levou os trabalhos a uma nova linha de apuração, aumentando a apreensão em torno do possível desfecho do caso.
Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, desapareceram no dia 4 de janeiro após saírem para brincar em uma área de mata acompanhados do primo, Anderson Kauã, de 8 anos, na zona rural de Bacabal.
O menino foi localizado com vida três dias depois e permanece em recuperação hospitalar. Desde então, as equipes concentram esforços para localizar as duas crianças menores, sem sucesso até o momento.
Na última quinta-feira, os trabalhos de busca avançaram com a localização de um casebre isolado em meio à floresta. Segundo informações repassadas pelas equipes, Anderson Kauã reconheceu o local como sendo onde esteve com os primos pela última vez.
De acordo com o relato do menino, ele teria deixado Ágatha e Allan no abrigo improvisado enquanto saiu em busca de ajuda, não retornando mais ao local. Essa informação passou a orientar uma nova fase das operações.
Após a confirmação do ponto indicado pelo primo, cães farejadores passaram a atuar intensamente na área ao redor do casebre. Conforme divulgado por autoridades e veículos locais, o rastro identificado pelos animais segue em direção a um rio próximo, onde termina abruptamente.
Esse dado reforçou a hipótese de que as crianças possam ter entrado na água, o que levou a uma mudança significativa na estratégia de buscas. Diante desse cenário, a Marinha do Brasil foi acionada para reforçar a operação.
O trabalho conta agora com o uso de um equipamento conhecido como side scan sonar, tecnologia capaz de identificar objetos submersos mesmo em águas profundas ou turvas. O reforço inclui 11 militares, uma embarcação do tipo voadeira e uma moto aquática, ampliando a capacidade de varredura na região.
O governador do estado, Carlos Brandão, informou que, além da Marinha, outras forças seguem atuando de forma integrada, incluindo o Corpo de Bombeiros, polícias e apoio da Polícia Rodoviária Federal nas áreas de acesso.
Enquanto as buscas continuam, a investigação paralela permanece em andamento para esclarecer as circunstâncias que levaram ao desaparecimento das crianças.

A cada novo indício, as equipes ajustam as estratégias, mantendo a expectativa de que as ações em curso possam trazer respostas concretas para a família e para a comunidade, que acompanha o caso com grande preocupação e esperança por esclarecimentos.





