Noticias

Polícia traz importante informação sobre as crianças desaparecidas há mais de 15 dias no MA: ‘Sim, procede…’

As autoridades disseram que as crianças se perderam enquanto estavam no meio caminho de um pé de maracujá. Mais detalhes foram expostos e chamam atenção.

As investigações sobre o desaparecimento de Isabelle e Michael no quilombo de São Sebastião dos Pretos ganharam novos e cruciais detalhes nesta segunda-feira (19).

Segundo informações confirmadas pelo delegado Edson Martins, da Polícia Civil do Maranhão, a motivação inicial das crianças foi a busca por um pé de maracujá no interior da mata.

O relato foi obtido através de Anderson Kauan, o primo de 8 anos que foi localizado anteriormente e que tem sido a principal fonte de informações para reconstruir o trajeto do trio na floresta de Bacabal.

O depoimento de Anderson Kauan revelou que as crianças tentaram deliberadamente contornar um caminho habitual para evitar um encontro com o tio.

“Sim, procede (sobre o primo de 8 anos e as crianças se perderem após irem ao pé de maracujá). Palavras do próprio Kauan”, declarou, ao falar sobre o assunto.

De acordo com o delegado, o adulto havia ordenado que os menores retornassem para casa ao percebê-los se aproximando da área em que estava o local de mata.

Para passarem despercebidos e ainda assim alcançarem os pés de maracujá, as crianças decidiram entrar na floresta por um lado oposto ao da residência.

Essa manobra de contorno resultou na perda de orientação, fazendo com que o grupo se embrenhasse cada vez mais na vegetação densa que estava presente no local.

As pistas terrestres mais concretas da investigação levam à chamada “casa caída”, uma estrutura abandonada e deteriorada que Anderson conseguiu descrever com detalhes, mencionando a presença de um colchão e uma cadeira velhos.

Cães farejadores confirmaram que Isabelle e Michael de fato passaram por esse local. No entanto, devido ao estado precário da construção, o primo relatou que o grupo acabou passando a noite abrigado sob uma árvore próxima.

Foi nesse ponto que a separação ocorreu: Anderson afirmou que os dois primos mais novos estavam em um estado de exaustão extrema, o que impediu que seguissem o mesmo ritmo de deslocamento.

Apesar da colaboração de Anderson Kauan, a Polícia Civil enfrenta dificuldades devido a lapsos temporais e “apagões” de memória do garoto, que não consegue precisar com exatidão quanto tempo permaneceu em cada local.

Atualmente, com a varredura terrestre considerada esgotada pelas autoridades, o foco total das operações se voltou para o Rio Mearim, onde as autoridades concentram os seus esforços.

Equipes da Marinha e mergulhadores do Corpo de Bombeiros utilizam tecnologia de sonar para investigar as águas próximas ao último ponto de avistamento, embora, até o fechamento desta tarde, nenhuma nova pista tenha sido detectada na região fluvial.