Bacabal: primo de crianças desaparecidas recebe alta hospitalar

Terminou a luta no hospital do primo das crianças que continuam desaparecidas no Maranhão. Mais detalhes foram expostos.
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As operações de busca pelos irmãos Ágatha Isabelly e Allan Michael completam dezoito dias nesta quarta-feira, 21 de janeiro, sob um novo cenário de investigação após a alta hospitalar do primo das crianças, Anderson Kauã.
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O menino de oito anos, que permaneceu internado por quatorze dias para recuperação física e psicológica, deixou a unidade médica na última terça-feira e agora seguirá sob os cuidados de uma equipe multiprofissional de saúde e assistência social.
A saída de Anderson do hospital é considerada um passo importante para o inquérito, pois ele continua sendo a principal testemunha capaz de oferecer detalhes sobre o trajeto percorrido pelo trio na mata densa do quilombo de São Sebastião dos Pretos.
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As informações colhidas anteriormente por meio de escuta especializada já estão sendo processadas pela comissão especial da Polícia Civil para refinar as áreas de varredura.
Enquanto o suporte ao sobrevivente continua, a força-tarefa concentra seus recursos tecnológicos no Rio Mearim, utilizando o side scan sonar fornecido pela Marinha do Brasil.
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Este equipamento é essencial para mapear o fundo do rio em trechos onde a visibilidade é quase nula devido à turbidez da água. O plano de operação prevê uma varredura detalhada de dezenove quilômetros do leito fluvial
. Esse local é estratégico porque foi onde cães farejadores detectaram pela última vez o rastro das crianças, indicando uma possível proximidade com a margem do rio no povoado de São Raimundo.
A investigação criminal, liderada por uma comissão que reúne especialistas em homicídios e proteção à pessoa, mantém a tese de que os irmãos se perderam acidentalmente ao tentar desviar de um caminho conhecido.
Embora a Secretaria de Segurança Pública do Maranhão afirme que não foram encontrados indícios de participação de terceiros ou vestígios de crime até o momento, todas as outras hipóteses permanecem em aberto para garantir o rigor do processo.
O trabalho integrado entre a Polícia Civil, o Corpo de Bombeiros e a Marinha busca esgotar todas as possibilidades geográficas e técnicas antes de qualquer conclusão definitiva sobre o paradeiro de Ágatha e Allan.





