Polícia diz se crianças achadas no Pará são as crianças desaparecidas em Bacabal

As buscas pelos irmãos Ágatha Isabelly e Allan Michael, desaparecidos há 17 dias em Bacabal, no interior do Maranhão, seguem mobilizando autoridades e a atenção de moradores da região. Nos últimos dias, o caso ganhou um novo capítulo após o surgimento de uma informação que trouxe, ainda que por pouco tempo, uma ponta de esperança para familiares e pessoas que acompanham a investigação desde o início.
A Polícia Civil recebeu uma denúncia indicando que duas crianças com características físicas muito semelhantes às dos irmãos teriam sido vistas em um hotel no estado do Pará. Segundo o relato, elas estavam acompanhadas por uma mulher que chamou a atenção de funcionários ao fazer perguntas consideradas fora do comum sobre a segurança da área. O comportamento levantou suspeitas e levou à comunicação imediata às autoridades.
Diante da possibilidade de se tratar de Ágatha e Allan, a Polícia Civil do Pará agiu rapidamente. Em articulação direta com a polícia maranhense e sob coordenação do delegado Ederson Martins, uma equipe se deslocou até o local indicado. A diligência foi feita com cautela, priorizando a verificação de todos os detalhes antes de qualquer conclusão precipitada.
No hotel, os policiais realizaram a abordagem no quarto onde estavam a mulher e as crianças. Foram solicitados documentos, feitas conferências minuciosas e comparações visuais com fotos e vídeos dos irmãos desaparecidos. Todo o procedimento seguiu protocolos rigorosos, justamente para evitar erros em um momento tão sensível.
Após a análise completa, veio a confirmação que ninguém queria ouvir: as crianças não eram Ágatha Isabelly e Allan Michael. Apesar da semelhança física que motivou a denúncia e alimentou expectativas, a pista foi oficialmente descartada. A mulher apresentou documentação regular, e não foram encontrados indícios de ligação com o desaparecimento investigado no Maranhão.
Com isso, o caso voltou ao ponto em que estava antes do relato, e as buscas continuam sem a localização dos irmãos. Ainda assim, as autoridades reforçam a importância desse tipo de denúncia, mesmo quando não se confirma. Cada informação recebida é tratada com seriedade e checada, pois pode ajudar a esclarecer caminhos ou descartar hipóteses.
O secretário de Segurança Pública do Maranhão, Maurício Martins, voltou a se pronunciar e reafirmou que a principal linha de investigação segue sendo a de que as crianças se perderam sozinhas na mata, sem envolvimento de terceiros. Essa conclusão se baseia nos elementos técnicos reunidos até agora, como os rastros identificados por cães farejadores e o depoimento de Anderson Kauan, primo das crianças, encontrado com vida anteriormente.
Segundo o secretário, esses dados apontam para uma dinâmica compatível com deslocamento na região de mata próxima ao local do desaparecimento. Ainda assim, ele fez questão de destacar que nenhuma hipótese foi completamente descartada. Uma comissão formada por delegados e investigadores segue analisando cada denúncia recebida, seja local ou de outros estados.
Atualmente, a força-tarefa concentra seus esforços nas buscas físicas, com atenção redobrada ao ambiente fluvial. A Marinha do Brasil está atuando de forma integrada, realizando varreduras no Rio Mearim e em áreas próximas, consideradas estratégicas para o avanço das investigações.
As autoridades acreditam que ainda existem pontos importantes a serem explorados na região. O reforço militar e técnico tem justamente o objetivo de esgotar todas as possibilidades, tanto em terra quanto na água. Enquanto isso, o foco permanece claro: localizar Ágatha e Allan em segurança e oferecer respostas concretas a uma família que segue aguardando, dia após dia, por notícias.





