A morte do cão Orelha se tornou um dos assuntos mais comentados nas redes sociais

A morte de Orelha, cachorro comunitário que vivia há cerca de dez anos na Praia Brava, no Norte de Florianópolis, provocou uma onda de comoção que ultrapassou os limites da cidade e tomou conta das redes sociais. Conhecido por moradores, frequentadores da praia e comerciantes da região, o animal era visto como parte da rotina local, sempre descrito como dócil e acostumado ao convívio com pessoas. A repercussão do caso transformou a história de Orelha em um símbolo de alerta sobre a proteção aos animais e sobre a necessidade de respostas rápidas por parte das autoridades.
Desde que o caso veio a público, manifestações de indignação se multiplicaram na internet, impulsionadas por relatos de testemunhas e pela mobilização de protetores da causa animal. A pressão popular ganhou ainda mais força quando a Polícia Civil informou que identificou ao menos quatro adolescentes suspeitos de envolvimento nos atos que levaram à morte do cão. Na manhã de segunda-feira, dia 26, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao grupo, reforçando que a investigação segue em andamento e que o episódio está sendo tratado com prioridade.
No último sábado, dia 24, a Praia Brava foi palco de um novo protesto que reuniu dezenas de pessoas. Moradores, ativistas e simpatizantes da causa animal se concentraram no local para pedir justiça e para que o caso não caia no esquecimento. Cartazes, discursos emocionados e pedidos por punições exemplares marcaram o ato, que também teve como objetivo chamar a atenção para a importância da educação e da responsabilidade coletiva na proteção de animais que vivem em espaços públicos.
A mobilização ganhou ainda mais visibilidade com a manifestação de famosos. O ator e comediante Rafael Portugal publicou um vídeo nas redes sociais que ultrapassou milhões de visualizações em poucas horas. Em sua fala, ele destacou o vínculo do cão com a comunidade e cobrou providências, ressaltando que situações como essa não podem ser tratadas como algo comum ou ignoradas com o passar do tempo. O alcance da publicação ajudou a ampliar o debate e levou o nome de Orelha a diferentes regiões do país.
Outros artistas também se posicionaram publicamente. O ator e dublador Tadeu Mello compartilhou uma mensagem de tristeza, lembrando o carinho que muitos moradores tinham pelo cachorro. A cantora Ana Castela reforçou que maus-tratos a animais são previstos em lei e demonstrou apoio à mobilização, ampliando o coro por justiça. Já no domingo, dia 25, as atrizes Heloísa Périssé e Paula Burlamaqui publicaram vídeos lamentando o ocorrido e cobrando uma resposta firme das autoridades, destacando a necessidade de prevenção para que casos semelhantes não se repitam.
Influenciadores digitais também passaram a comentar o episódio, contribuindo para manter o tema em evidência. A influenciadora mineira Gabb afirmou, em vídeo no TikTok, que o caso não sai de seus pensamentos e criticou a atitude dos envolvidos. A jovem Carolina Arruda, conhecida por compartilhar sua rotina de tratamento contra neuralgia do trigêmeo, também se manifestou, demonstrando indignação e solidariedade. As publicações ajudaram a manter a pressão social e a reforçar a importância do debate sobre empatia e responsabilidade.
A ativista Luisa Mell afirmou ter tido acesso a informações preliminares do laudo pericial e alertou que a situação pode ser ainda mais grave do que o divulgado inicialmente. A declaração aumentou a expectativa por novos desdobramentos e reforçou a cobrança por transparência na investigação. Enquanto o inquérito segue, a história de Orelha continua mobilizando a sociedade e reacendendo discussões sobre a proteção de animais comunitários, mostrando como um caso local pode ganhar dimensão nacional quando toca em valores coletivos e na sensibilidade do público.





