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VÍDEO: Padre faz duras críticas a marcha de Brasília e vídeo gera grande repercussão; veja o que ele falou

Fala de Padre aconteceu no dia 25 de janeiro mas ganhou repercussão recentemente

As falas de um padre, especialmente quando feitas durante uma missa e em um dos espaços religiosos mais simbólicos do país, têm potencial para gerar grande repercussão.

Quando religião, política e temas sensíveis se encontram, cada palavra ganha peso ampliado, ultrapassa os muros da igreja e se espalha rapidamente pelas redes sociais.

Foi exatamente esse o cenário que transformou um sermão recente no Santuário Nacional de Aparecida em assunto amplamente comentado e debatido em todo o Brasil. A declaração partiu do padre Ferdinando Mancílio, durante uma missa celebrada no dia 25 de janeiro.

Embora a pregação tenha ocorrido há cerca de uma semana, os trechos do discurso começaram a circular intensamente nas redes sociais apenas nos últimos dias, provocando reações diversas entre fiéis, lideranças políticas e internautas.

O sacerdote criticou de forma direta a marcha realizada em direção a Brasília por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro. Durante o sermão, o padre questionou as intenções do movimento e afirmou que não via coerência entre o discurso de defesa da vida e ações que, segundo ele, estariam ligadas à busca por poder político.

Além da crítica à marcha, o religioso também abordou um tema recorrente em debates atuais: o uso de armas de fogo. Ferdinando Mancílio foi enfático ao afirmar que não vê compatibilidade entre a fé cristã e a defesa do armamento, argumentando que a finalidade de uma arma é causar ferimentos e tirar vidas.

A fala gerou ainda mais repercussão por tocar em um ponto sensível para parte do público religioso. A marcha mencionada pelo padre foi liderada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), que percorreu cerca de 240 quilômetros entre Paracatu, em Minas Gerais, e Brasília.

O ato reuniu apoiadores do ex-presidente, atualmente preso, e terminou com um episódio grave causado por um fenômeno climático, que deixou dezenas de feridos.

Até o momento, nem o Santuário Nacional de Aparecida nem o padre se manifestaram oficialmente após a viralização. A CNBB informou que não comentará o caso.