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Em entrevista, policia detalha ação de homem que matou cinco membros da própria família

Caso aconteceu na manhã desta quarta, dia 7 de janeiro

Crimes que envolvem famílias inteiras despertam comoção profunda, não apenas pela perda de vidas, mas pelo colapso de vínculos que deveriam ser refúgio de amor e segurança.

Casos assim deixam cicatrizes que ultrapassam o ambiente doméstico e atingem comunidades inteiras, que buscam entender o que leva alguém a um ato tão extremo. A dor compartilhada se mistura ao espanto, ao luto e à busca por respostas.

Na manhã desta quarta, dia 7 de janeiro, o bairro Santa Cecília, em Juiz de Fora (MG), amanheceu em silêncio após um crime que tirou a vida de cinco pessoas da mesma família.

Segundo informações da Polícia Militar, o principal suspeito é um homem de 42 anos, que teria matado o próprio pai, a madrasta, duas irmãs e um sobrinho de apenas 5 anos.

As vítimas foram encontradas dentro da residência da família, na Rua Rita Monteiro, e o Samu confirmou que as mortes ocorreram por agressões físicas e ferimentos causados por arma branca.

De acordo com a polícia, o suspeito foi preso em seu apartamento no bairro Santa Terezinha, a cerca de seis quilômetros do local do crime. Ele não resistiu à prisão e confessou o ocorrido, apresentando justificativas confusas, entre elas desentendimentos familiares e questões financeiras.

Video (assista aqui)

Investigadores apuram se o homem sofria de problemas psiquiátricos, a família, segundo relatos, buscava tratamento para ele desde o ano passado. O pai, uma das vítimas, era pastor da Igreja do Nazareno Unidos em Cristo, onde era reconhecido pelo acolhimento e dedicação à comunidade.

Fiéis e vizinhos, emocionados, acompanharam o trabalho das equipes de perícia e da imprensa em frente à residência. “Era uma família querida, sempre pronta a ajudar”, contou um morador, sem conter as lágrimas.

A Delegacia de Homicídios investiga o caso, que deixou o bairro e a cidade em estado de comoção. Mais do que um episódio policial, o crime reacende o debate sobre a necessidade de atenção à saúde mental e ao acompanhamento de pessoas com histórico de distúrbios comportamentais.