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Corpo é achado a 10 km do local do sumiço e filha segue desaparecida

O corpo de Patrícia Sechini, de 33 anos, foi encontrado neste sábado (3) no rio Chapecozinho, na zona rural de Xanxerê, no Oeste de Santa Catarina, após quase três dias de desaparecimento. A mulher caiu nas águas turbulentas do rio junto com a filha de 9 anos, Yasmin, durante o feriado de Ano Novo, na tarde de quinta-feira (1º), na localidade conhecida como Linha Voltão. O achado ocorreu a cerca de 10 quilômetros do ponto onde ocorreu o acidente, em uma margem de difícil acesso, o que demandou uma operação complexa de resgate.

Segundo relatos iniciais do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC), mãe e filha estavam em um momento de lazer acompanhadas pelo namorado de Patrícia quando se aproximaram do leito do rio. A forte correnteza as arrastou rapidamente, impossibilitando qualquer tentativa imediata de socorro. As buscas começaram ainda na noite do dia 1º, mas foram interrompidas devido às condições adversas do tempo e da água, com alto volume e velocidade que impediram o uso de embarcações ou mergulhadores.

Na sexta-feira (2), as equipes retomaram os trabalhos com reforço de 12 bombeiros, apoio de drone para varredura aérea e percursos extensos pelas margens e áreas adjacentes, totalizando mais de 50 quilômetros rastreados. Apesar dos esforços intensos, nenhum sinal das vítimas foi detectado ao longo do dia, o que levou à suspensão temporária das operações ao anoitecer, com retomada prevista para o sábado.

A localização do corpo de Patrícia só foi possível graças ao suporte aéreo do Serviço Aeropolicial (SAER) da Polícia Civil, que identificou o local de difícil acesso. Sete bombeiros atuaram diretamente no resgate, com colaboração de equipes da Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Científica e Defesa Civil. A extração do corpo foi concluída por volta das 19h, quando a vítima foi encaminhada à Polícia Científica para os procedimentos legais necessários.

As buscas pela menina Yasmin, de 9 anos, prosseguem sem trégua no curso do rio Chapecozinho. As autoridades concentram os esforços em pontos mapeados a jusante do local do acidente, mantendo a esperança de localizá-la com vida, embora o tempo decorrido e as condições do rio tornem a situação cada vez mais delicada. A comunidade local acompanha com apreensão o desenrolar da operação.

O caso expõe os riscos de rios com correnteza forte no período chuvoso, comum no Oeste catarinense, especialmente em áreas rurais de acesso restrito. Especialistas em salvamento destacam que a combinação de volume elevado de água e força da correnteza pode arrastar pessoas em segundos, tornando essencial evitar aproximações desnecessárias em locais sem segurança garantida.

Familiares e moradores da região manifestam solidariedade e acompanham as informações divulgadas pelas autoridades, enquanto as equipes de resgate permanecem mobilizadas. O episódio triste marca o início de 2026 com uma tragédia que reforça a necessidade de cautela em ambientes aquáticos durante períodos festivos e de lazer familiar