Polícia Federal coloca Eduardo Bolsonaro contra a parede e dá ultimato

Decisão da PF foi publicada nesta sexta, dia 2 de janeiro
A vida pública de Eduardo Bolsonaro entra em um novo e delicado capítulo. Após a perda do mandato de deputado federal, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro precisará decidir como conduzir seu retorno à Polícia Federal (PF), onde é servidor concursado no cargo de escrivão.
A decisão da PF, publicada no Diário Oficial da União nesta sexta, dia 2 de janeiro, determina o “retorno imediato ao exercício do cargo efetivo”, reabrindo um dilema profissional e político para o ex-parlamentar, que atualmente vive nos Estados Unidos.
O ato foi assinado pelo diretor de Gestão de Pessoas da corporação, Licínio Nunes de Moraes Netto, e encerra oficialmente o afastamento que Eduardo mantinha desde que assumiu o mandato parlamentar.
A medida tem caráter administrativo, servindo para regularizar sua situação funcional dentro da PF, mas traz implicações práticas importantes: o documento ressalta que ausências injustificadas poderão gerar punições disciplinares.
Eduardo Bolsonaro teve o mandato cassado em 18 de dezembro, após o plenário da Câmara confirmar que ele havia ultrapassado o limite constitucional de faltas, mais de um terço das sessões deliberativas do ano.
Segundo a justificativa apresentada por ele, a ausência se deu por estar residindo fora do país desde o início de 2025, o que, segundo afirmou, seria uma forma de evitar “perseguições políticas e jurídicas”.
Com o mandato perdido e a convocação para retomar o cargo na PF, Eduardo agora enfrenta um impasse: permanecer fora do Brasil e se arriscar a responder por abandono de função, ou voltar ao país e retomar o trabalho na corporação, algo que inevitavelmente reacenderia o debate sobre seu futuro político e jurídico.
A decisão da Polícia Federal marca não apenas o encerramento de um ciclo parlamentar, mas também o início de um novo desafio pessoal para um dos nomes mais influentes da família Bolsonaro.





