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Mãe de Eliza Samudio se manifesta após nova notícia

A recente divulgação sobre o suposto encontro do passaporte de Eliza Samudio em Portugal trouxe de volta um caso que, mesmo após tantos anos, ainda provoca comoção e muitas perguntas sem resposta. Nesta terça-feira (6), Sonia Moura, mãe de Eliza, decidiu se manifestar publicamente e não poupou palavras ao demonstrar indignação com a forma como o assunto voltou a ocupar espaço na mídia.

Segundo Sonia, a história divulgada apresenta falhas e pontos mal explicados. Para ela, a reaparição de um documento pessoal da filha, mais de uma década após o desaparecimento, não pode ser tratada como uma curiosidade ou um detalhe isolado. Pelo contrário: reforça o quanto o caso ainda carece de esclarecimentos oficiais e de uma apuração séria por parte das autoridades.

Desde 2010, quando Eliza desapareceu, o processo foi marcado por lacunas. Informações desencontradas, versões que mudaram ao longo do tempo e a ausência de respostas definitivas criaram um cenário de incerteza permanente. O surgimento do passaporte em outro país, agora, reacende debates antigos e levanta dúvidas que, na visão da mãe, não podem ser ignoradas ou tratadas de forma superficial.

Em seu desabafo, Sonia Moura foi direta ao falar sobre a dor que carrega diariamente. “Minha filha está morta”, afirmou, em uma frase curta, mas carregada de significado. A declaração resume o sentimento de uma mãe que convive há anos com a ausência, sem a possibilidade de um encerramento digno. Não houve despedida, não houve respostas completas, apenas o peso de um luto que nunca se fecha por completo.

Ela também criticou a postura de parte da imprensa ao abordar o episódio. Para Sonia, falta sensibilidade e, principalmente, compromisso com a verdade. O nome de Eliza, segundo ela, é frequentemente usado sem o cuidado necessário, como se fosse apenas mais um assunto de interesse público, quando na realidade envolve uma família que continua sofrendo. A exposição constante, sem aprofundamento ou responsabilidade, acaba agravando uma dor que já é permanente.

Enquanto isso, o Ministério das Relações Exteriores informou que o passaporte encontrado está vencido e será encaminhado ao Brasil. O documento será entregue à família de Eliza Samudio, seguindo os trâmites oficiais. A informação trouxe algum alívio no sentido burocrático, mas, emocionalmente, está longe de resolver qualquer coisa.

Para Sonia Moura, a devolução do passaporte não encerra o assunto. Ela reforça que ainda existem muitos pontos obscuros que precisam ser esclarecidos. Quem encontrou o documento? Em que circunstâncias ele estava guardado? Por que só agora surgiu essa informação? São perguntas simples, mas que seguem sem respostas claras.

O caso Eliza Samudio, mesmo após tantos anos, continua sendo um exemplo doloroso de como a falta de conclusões definitivas afeta não apenas a Justiça, mas também as famílias envolvidas. Mais do que manchetes ocasionais, Sonia pede respeito, seriedade e verdade. Porque, para ela, não se trata de um fato antigo que pode ser relembrado de tempos em tempos, e sim de uma ferida aberta que nunca deixou de doer.