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Vidente dos famosos faz previsão chocante de Bolsonaro

Nos últimos meses, um fenômeno peculiar tem ganhado destaque nas redes sociais e na mídia brasileira: previsões de videntes e sensitivos sobre o suposto destino fatal do ex-presidente Jair Bolsonaro. Com o político enfrentando problemas de saúde recorrentes e uma prisão preventiva, essas visões espirituais têm alimentado debates acalorados, misturando crenças místicas com a polarização política do país. Videntes de diferentes origens, incluindo brasileiros e até estrangeiros, afirmam ter vislumbres de um fim iminente, muitas vezes atribuído a “trabalhos espirituais” ou complicações médicas.

Bolsonaro, detido na Superintendência da Polícia Federal em Brasília desde o final de 2025, tem lidado com sequelas de um atentado sofrido em 2018, além de cirurgias recentes para hérnias e episódios persistentes de soluços. Esses quadros clínicos, confirmados por médicos como Claudio Birolini, servem de pano de fundo para as previsões alarmantes. Sensitivos argumentam que a prisão agrava sua condição, transformando o ambiente carcerário em um catalisador para eventos trágicos, como enfartes ou estados vegetativos.

Entre as vozes mais citadas está a vidente Vó Bahiana, de Balneário Camboriú, que relatou visões de um caixão e rituais envolvendo sangue de bode, sugerindo feitiçarias destinadas a causar a morte antes de datas específicas, como o início de janeiro de 2026. Outra figura proeminente é Chaline Grazik, conhecida como “Vidente das Estrelas”, que previu riscos cardíacos e “energias opostas” ligadas à prisão, alertando para uma possível morte se o ex-presidente não fosse libertado. Essas declarações circulam amplamente em vídeos e posts, ganhando tração entre apoiadores preocupados.

Não faltam previsões internacionais, como as da vidente americana Thereza Caputo, famosa por antever falecimentos de celebridades, que teria indicado que Bolsonaro não passaria de fevereiro de 2026 na prisão. No Brasil, sensitivas como Izadora Morais falam em “obras de vodu” e ataques espirituais, enquanto Athos Salomé, apelidado de “Nostradamus vivo”, menciona agravamento de saúde, mas descarta explicitamente a morte no curto prazo. Essa diversidade de visões reflete a mistura de espiritualidade e entretenimento no cenário midiático.

O viralismo dessas previsões é impulsionado por plataformas como o X e o Instagram, onde perfis de fofocas e notícias alternativas compartilham clipes sensacionalistas, acumulando milhares de visualizações. Posts alertam para “dias contados” ou “desencarne simbólico”, frequentemente acompanhados de chamadas para orações coletivas. Esse conteúdo não só amplifica o medo entre bolsonaristas, mas também atrai críticas de céticos, que veem nisso uma forma de monetização através de cliques e engajamento.

Apesar do alarde, nenhuma das previsões se concretizou até o momento, com Bolsonaro permanecendo vivo e sob cuidados médicos, incluindo internações no Hospital DF Star. Históricos de erros em profecias semelhantes, como as sobre outros líderes políticos, levantam questionamentos sobre a credibilidade dessas figuras. O sensacionalismo parece prevalecer, transformando a fragilidade de saúde em narrativas dramáticas que alimentam o imaginário popular.

Em um país onde a espiritualidade influencia a política, essas visões sobre Bolsonaro ilustram como crenças místicas podem se entrelaçar com eventos reais, gerando tanto solidariedade quanto divisão. Enquanto o ex-presidente luta por sua liberdade e recuperação, o debate sobre o papel das videntes continua, destacando a tênue linha entre fé, fake news e realidade no Brasil contemporâneo.