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Vídeo mostra momento em que raio atinge manifestante durante ato do ‘Acorda Brasil’

Em um dia marcado por tensões políticas e condições climáticas adversas, Brasília foi palco de um incidente inesperado que abalou uma manifestação conservadora. No dia 25 de janeiro de 2026, durante o encerramento de uma caminhada liderada pelo deputado federal Nikolas Ferreira, um raio atingiu a área onde centenas de manifestantes se reuniam na Praça do Cruzeiro, no Eixo Monumental. O evento, que havia mobilizado participantes de Minas Gerais até a capital federal em uma marcha de aproximadamente 240 quilômetros, visava protestar contra pautas consideradas contrárias aos valores bolsonaristas, como reformas judiciais e políticas sociais.

A caminhada, iniciada dias antes em território mineiro, representava um ato de resistência simbólica, reunindo apoiadores de direita em uma jornada que misturava fé, patriotismo e críticas ao governo atual. Os participantes, muitos deles vestidos com camisetas verde-amarelas e carregando bandeiras do Brasil, percorreram estradas e cidades, chamando atenção para questões como a defesa da família tradicional e a oposição a medidas progressistas. Ao chegarem a Brasília, o grupo se concentrou para discursos e orações, mas o céu nublado e a iminente tempestade já prenunciavam riscos.

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O momento exato do impacto do raio foi capturado em vídeos que rapidamente se espalharam pelas redes sociais, mostrando um clarão intenso seguido de um estrondo ensurdecedor. A descarga elétrica ocorreu em meio a uma chuva torrencial, pegando os manifestantes de surpresa e causando pânico generalizado. Testemunhas relataram cenas de confusão, com pessoas correndo para se abrigar e outras caindo ao chão, atingidas indiretamente pela energia do raio que se propagou pelo solo úmido.

Os feridos, estimados entre 15 e 34 indivíduos, incluíam homens, mulheres e até idosos que participavam do ato. Pelo menos seis a nove deles foram encaminhados em estado grave para hospitais da região, como o Hospital de Base e o Hospital Regional da Asa Norte, onde receberam atendimento para queimaduras, choques elétricos e traumas diversos. Equipes de emergência, incluindo bombeiros e paramédicos, foram acionadas imediatamente, prestando socorro no local e transportando os mais afetados para unidades médicas.

O deputado Nikolas Ferreira, figura central da manifestação, expressou solidariedade aos feridos por meio de declarações públicas, atribuindo o incidente a um “ato da natureza” e reforçando a resiliência do movimento. Ele, que não foi atingido diretamente, utilizou o episódio para enfatizar a determinação dos participantes, sugerindo que nem mesmo forças climáticas poderiam deter a luta por suas convicções. A caminhada, apesar do desfecho trágico, foi vista por apoiadores como um sucesso em termos de visibilidade midiática.

O incidente levantou debates sobre a segurança em eventos ao ar livre, especialmente em áreas propensas a tempestades como o Planalto Central. Autoridades meteorológicas haviam emitido alertas para chuvas intensas e raios naquela tarde, mas a organização do ato optou por prosseguir, priorizando o simbolismo político. Críticos apontaram para uma possível negligência, enquanto defensores argumentaram que o risco era inerente a qualquer manifestação pública em condições variáveis.

Por fim, o episódio serve como lembrete da imprevisibilidade da natureza em meio a contextos humanos carregados de emoção e ideologia. Enquanto os feridos se recuperam, o movimento bolsonarista ganha um novo capítulo em sua narrativa de perseverança, transformando um acidente climático em combustível para futuras mobilizações. Brasília, mais uma vez, se torna o epicentro de eventos que misturam política e fatalidade, deixando uma marca indelével na memória coletiva.